Fumar causa diversos problemas de saúde e isso não é novidade para ninguém. Hoje (31 de maio), no Dia Mundial de Combate ao Fumo, também é celebrado o Dia de Combate ao Câncer Bucal, um problema intimamente ligado ao hábito de fumar.

Além do pulmão, que é reconhecido como o órgão mais afetado pelo fumo, o tabagismo também altera profundamente a saúde bucal, sendo responsável por 95% dos casos de câncer de boca, segundo o Departamento de Estomatologia do Hospital do Câncer.

Câncer de boca é uma denominação genérica para diversos tipos de tumores malignos que atingem boca e garganta, sendo mais comum o seu surgimento na língua.

Além do câncer, o cigarro também atinge o esmalte dos dentes, deixando-os sensíveis e amarelados. A parte óssea da boca também é afetada pelo tabagismo, prejudicando a sustentação da gengiva e causando espaços escuros entre os dentes.

Os danos causados pelo cigarro são profundos e podem ser permanentes. “Muitos fumantes acreditam que a escovação com maior frequência pode amenizar o amarelamento, mas o estrago causado pela nicotina deixa os dentes mais sensíveis, favorecendo um desgaste maior, explica o Dr. Maurício Querido.

As chances de cura do câncer bucal são maiores quando o diagnóstico é realizado na sua fase inicial. Por isso, é importante ficar atento e realizar o autoexame da boca, observando alterações internas e externas. Endurecimentos, caroços, feridas e inchaços são sinais de alerta e devem ser investigados com mais afinco por um médico ou dentista. O sintoma mais comum apresentado nos casos de câncer de boca é uma ferida na região que não cicatriza.

O tratamento inclui cirurgia e radioterapia, mas, em alguns casos, pode ser necessário fazer quimioterapia.

A prevenção deste tipo de câncer é principalmente parar de fumar, mas também recomenda-se evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável e realizar visitar periódicas ao dentista, para detectar problemas com mais facilidade e fazer uma boa profilaxia.